Ricky passou da "explosão cerebral" da tática à inesperada veia goleadora no futsal

Ricky chegou tarde ao futsal, mas em boa hora decidiu dar uma oportunidade à modalidade. Depois de 15 anos no futebol, a maioria dos quais no papel de médio defensivo, o jovem do Gafanha virou protagonista nas quadras, onde tem faturado com uma assinalável frequência. “Agora, com a paragem do Natal, a principal preocupação é a forma física”, brinca o universal, que acredita numa boa campanha da sua equipa no Campeonato Grande Hotel de Luso.

Cedo Ricardo Oliveira virou Ricky. “É desde os primeiros anos em que joguei futebol. Deram-me sempre essa alcunha. Não gostei, mas tive de me adaptar a ela”, recorda o jovem, de 21 anos, que passou grande parte da juventude nos pelados e relvados do distrito. Formou-se no Gafanha, mas a falta de oportunidades no futebol fê-lo aceitar, há dois anos, o convite de Daniel Vilarinho, à data técnico da equipa de Sub-20 de futsal do clube, para trocar as chuteiras pelas sapatilhas.

“Foi uma 'explosão cerebral' por causa das diferenças nas componentes táticas”, mas Ricky lá se ambientou à nova realidade e tem demonstrado uma veia goleadora que tem alguma dificuldade em explicar. “Sinceramente, estava mais à espera de dar a marcar, mas o futsal é um desporto onde se marca mais golos e é mais fácil de chegarmos lá à frente”.

Na última jornada, completou um “hat-trick” na vitória por 5-4 do Gafanha na casa da então líder isolada Juventude de Fiães. “O primeiro golo, porque foi o começo da primeira reviravolta, e o último, porque consumou a vitória” foram os que mais o marcaram, num “jogo complicado”, em que a equipa da casa “pecou um bocadinho na finalização” e os visitantes foram “mais eficazes”. “Quisemos mais e a estrelinha também brilhou um pouco para nós”, completa Ricky, estudante do curso de Geologia na Universidade de Aveiro, que antevê um Campeonato Grande Hotel de Luso renhido.

“Ele está mais equilibrado. Entre o primeiro e o sétimo classificado a diferença é de três pontos. Isso dá sempre uma motivação extra, e tenho plena confiança de que a nossa equipa poderá chegar mais longe do que as pessoas esperam”, refere o atleta, que vê um Gafanha “mais unido, e isso demonstra-se dentro do campo”.

A paragem de Natal vai obrigar a cuidados redobrados na época festiva que se avizinha, mas até pode ser benéfica para uma equipa que tem tido alguns problemas com lesões, as quais poderão ser debeladas até ao regresso da competição, marcado para 4 de janeiro.

21 de Dezembro de 2018
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