Entidades formadoras de Aveiro receberam certificados na Cidade do Futebol

Os emblemas do distrito de Aveiro reconhecidos, em julho, como entidades formadoras pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) receberam, das mãos do seu presidente, Fernando Gomes, o respetivo certificado. “É um orgulho termos 13 clubes certificados, dois deles com cinco estrelas. É excelente e mostra que estamos no bom caminho”, acredita Arménio Pinho, presidente da Associação de Futebol de Aveiro (AFA). A cerimónia, que decorreu na manhã do último sábado, na Cidade do Futebol, juntou centenas de clubes e transformou-se num importante momento de reconhecimento do trabalho desenvolvido e de partilha de experiências.

“A Cidade do Futebol virou o “País do Futebol”, com a casa cheia de clubes, desde Bragança até ao Algarve”, salienta Júlio Vieira, diretor da FPF, que se congratula pelo esforço dos clubes aveirenses em cumprirem os pressupostos inerentes à obtenção do estatuto de entidades formadoras. “Sermos recebidos pelo presidente da Federação só dá mais valor a este momento”, refere Paulo Dias, que lidera a direção do Avanca, uma ideia que é partilhada por Rodrigo Nunes, presidente do Feirense. “É um grande prazer poder receber das suas mãos esta distinção. Valoriza o trabalho que tem vindo a ser feito ao longo dos últimos 20 anos no Feirense e a sua aposta clara na formação e criação de infraestruturas, que nos orgulham e são um exemplo a nível nacional”, sustenta.

A obtenção do estatuto de entidade formada depende do cumprimento de um conjunto de parâmetros definidos no processo de candidatura. “Não é só a preocupação com os contratos de formação desportiva, é a melhoria que podemos ter em todo o processo”, salienta José Couceiro, Diretor Técnico Nacional, um trabalho que tem sido levado de forma séria pelos clubes. “Sempre quisemos ser um dos pioneiros na certificação, com o apoio da AFA e da Federação”, lembra Tiago Gregório, pelo CD Pateira, enquanto Pedro Oliveira, do Lusitânia de Lourosa, distinguido no futebol e no futsal, vê na obtenção deste estatuto “um sinal positivo de que, quer seja no futebol ou noutra modalidade, o clube trabalha com o rigor necessário”.

A Oliveirense foi a entidade melhor pontuada do distrito, alcançando uma avaliação de 5 estrelas, tal como o Feirense. “A nossa exigência vai aumentar, porque queremos continuar neste caminho”, garante Nelson Pinho, diretor técnico do clube, que fala em mais “motivação e responsabilidade” para o futuro. No fundo, o processo de certificação “é um empurrão para que os clubes se organizem melhor e permite distinguir aqueles que trabalham melhor”, completa Paulo Moreira, presidente do Dínamo Sanjoanense.

O objetivo da atual direção da AFA passa por chegar ao final do mandato, em 2023, “com pelo menos 80% dos clubes devidamente certificados”, tal como adianta Carlos Miragaia, Diretor Técnico aveirense. “Aveiro já é um excelente distrito ao nível da formação e pode tornar-se numa das maiores potências formativas a nível nacional”, acrescenta o responsável, uma ideia que já se vai sentido na atualidade. “Cada vez temos mais atletas e equipas a aparecer. É sinal de que a AFA está a trabalhar bem e que os clubes cada vez mais têm melhores condições de trabalho. Começamos a ter mais equipas nos campeonatos nacionais, e os jovens procuram os clubes que estão melhor preparados”, lembra Élio Almeida, da Sanjoanense, enquanto Ricardo Santos, do Atlético do Luso, acredita que, “com iniciativas destas, o futuro vai ser de grande sucesso”.

Arménio Pinho ressalva que a AFA “quer continuar a crescer e a estar ao lado dos clubes neste processo contínuo”, e fala em “espírito de missão” para explicar o que está pensado para os próximos tempos. “Vamos tentar erguer uma academia, que irá permitir um melhor futebol, futsal e futebol de praia” no distrito, sublinha.

“Se continuar neste caminho, Aveiro, que hoje já é uma referência, vai ser ainda maior no futuro”, acredita Júlio Vieira, que elenca a abertura do processo de certificação à vertente feminina como uma das principais inovações para o próximo ano desportivo dentro desta temática. “Temos mais de 1200 clubes registados no processo de formação, mais de 100 dos quais no futebol feminino”, completa.

Segundo Élio Almeida, “Aveiro está a dar cartas no futebol e no futsal, e será, no futuro, uma das associações com mais clubes certificados”, algo com o qual Paulo Dias concorda. “Houve muita evolução, principalmente do futsal e do futebol feminino”. Para os clubes que ainda se interrogam sobre as vantagens que a certificação como entidade formadora acarreta, Justino Maia, do Saavedra Guedes, dissipa qualquer dúvida: “Façam esta certificação. Isso ajuda muito. Já éramos uma associação com o trabalho organizado, mas a certificação obrigou-nos a sermos mais. Ela torna tudo mais fácil”.

Para além dos clubes que receberam o certificado no último sábado, a FPF reconheceu, igualmente, a Associação Cultural e Recreativa de Vale de Cambra, o Centro Cultural e Recreativo de Maceda, o Clube Desportivo Arrifanense e o Lusitânia Futebol Clube com o estatuto de Centro Básico de Formação de Futsal.

O processo de certificação de entidades formadoras iniciou-se em 2015, tornando-se num fator obrigatório para que os clubes pudessem registar contratos de formação desportiva. De lá para cá, evoluiu para um modelo de qualificação dos processos de formação dos praticantes, bem como da organização desportiva dos clubes.

Para além disso, a certificação como entidade formadora é uma das exigências para os clubes receberem dividendos de transferências de atletas que passaram pela sua formação e poderem participar nos campeonatos nacionais, sendo que a medida entra em vigor na temporada 2020/2021.

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17 de Outubro de 2019
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