Cursos de treinador: Modelo intensivo faz da AFA um exemplo a seguir

Com um número recorde de formandos, a rondar os 350, oriundos de oito países e de nove distritos do território nacional, os cursos de futebol e futsal UEFA C e UEFA B, realizados, durante o mês de julho, em modelo intensivo, consolidaram o estatuto da Associação Futebol de Aveiro (AFA) como “a maior instituição formadora do país”, refere o Diretor Técnico da AFA, Carlos Miragaia, que olha para o futuro com o objetivo de “continuar a crescer e a evoluir”.

As formações decorreram em São João da Madeira, para o nível UEFA C, e no Luso, no concelho da Mealhada, para o nível UEFA B. O modelo intensivo adotado pela AFA, que permite completar a formação num curto espaço de tempo, cativou cerca de 350 candidatos, que elogiaram a aposta.

“Os cursos de treinador devem ir neste sentido e esperamos que mais associações adiram a este modelo, com uma forma mais intensiva e um estágio associado”, defendeu o antigo internacional português, Custódio Castro, que orienta os Sub-23 do Braga. “Este modelo intensivo é fundamental. Já sugeri ao professor Carlos Miragaia que poderia existir um modelo pós-laboral, um modelo diurno e um modelo intensivo. Assim, conseguir-se-ia formar mais treinadores”, acrescentou o comentador e treinador dos Sub-19 do Estoril, Blessing Lumueno.

Com uma “oferta formativa muito rica ao nível de conteúdos”, elogia o técnico do AC Cucujães, José Carlos Almeida, é na “partilha que existe entre todos” que reside um dos pontos diferenciadores destas ações, acredita Tonel, ex-internacional por Portugal.

“É importante que as pessoas tentem saber o que aconteceu ao mais alto nível”, complementa o antigo goleador português, Hugo Almeida, com Naldo, que ao longo da carreira vestiu por quatro vezes a camisola da seleção brasileira, a elogiar a “liberdade, a dinâmica e a transparência” promovidas pelos formadores, numa ocasião que deverá ser sempre potenciadora de “troca de experiências”. “O facto de termos colegas que lutam pelo mesmo objetivo ajuda-nos muito. Corremos todos para o mesmo”, acrescenta Cláudio Gonçalves.

Segundo Carlos Miragaia, os cursos tornam-se num “desafio enorme”, por juntarem “formandos com muito conhecimento e experiência, o que obriga a inovar”. À disciplina de Inglês Técnico, introduzida na última época, devem juntar-se, num futuro próximo, temáticas relacionadas com a comunicação, a observação e a análise e o treino de guarda-redes. “São matérias suplementares à parte curricular, mas que achamos essenciais para continuarmos a evoluir”, defende o Diretor Técnico da AFA.

Fama além-fronteiras
A qualidade dos cursos de treinador promovidos pela AFA já extravasou os limites do distrito de Aveiro e do próprio país. Reginaldo Siqueira, brasileiro, ponderou frequentar o curso organizado pela Confederação Brasileira de Futebol, “mas pelo reconhecimento da UEFA e pela organização que vi na AFA resolvi vir para cá”. Garante não se ter arrependido, tal como o angolano Flávio Amado, que vê no trabalho desenvolvido pela AFA nesta área “um exemplo para outras associações”.

Outro dos pontos de relevo prende-se com a crescente participação de mulheres nestes momentos formativos. “Se, há uns anos, sentia um pouco de machismo em certas situações, aqui tenho estado supertranquila. É de igual para igual”, salienta Bárbara Paulino, com Andreia Neto a elogiar a “grande diversidade de culturas” e o facto de todos procurarem “ser construtivos nas críticas que fazem”.

A evolução da modalidade faz-se com mais e melhor formação. Por isso, Justine Lafont sublinha que, “se queremos ter mais qualidade na formação do futebol feminino, temos de ter treinadoras com formação”, sendo importante “incentivar as mulheres a participar nestes cursos”.

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27 de Julho de 2021
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